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Volta Redonda zera roubos de veículos e vira referência nacional em segurança pública

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 minutos
  • 3 min de leitura

Volta Redonda passou a ser apontada como exemplo de atuação municipal no enfrentamento à criminalidade após alcançar uma marca expressiva na redução dos roubos de veículos. O desempenho da cidade foi destacado pelo especialista em segurança pública Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em um vídeo publicado nas redes sociais.


Um dos números apresentados chama atenção pela diferença entre os períodos. Em julho de 2018, foram registrados 12 roubos de veículos em Volta Redonda. Oito anos depois, no mesmo mês de 2026, nenhuma ocorrência desse tipo foi contabilizada.


A cidade também já havia alcançado outro resultado histórico no ano passado. Entre abril e agosto de 2025, foram cinco meses consecutivos sem registro de roubo de veículos, um resultado considerado significativo diante de uma frota estimada em aproximadamente 160 mil veículos.


Para Pimentel, os números demonstram que os municípios não precisam ficar restritos à atuação em áreas tradicionalmente associadas à administração local quando o assunto é segurança. Segundo ele, investimentos em tecnologia, planejamento e integração entre diferentes forças podem produzir resultados concretos na prevenção e repressão aos crimes.


O especialista citou ainda o cenário nacional para dimensionar o desafio. Segundo dados mencionados por ele, o Brasil registrou mais de 104 mil roubos de veículos em 2025, uma média superior a 360 ocorrências por dia.


Niterói também foi apresentada como exemplo. De acordo com os números citados por Pimentel, a cidade passou de 209 roubos de veículos em agosto de 2017 para oito ocorrências no mesmo mês de 2026.


Tecnologia como ferramenta de prevenção


Em Volta Redonda, uma das principais estruturas utilizadas para integrar as ações é o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). O sistema passou por modernização e vem ampliando sua capacidade de monitoramento.


Atualmente, aproximadamente 2,5 mil câmeras estão distribuídas pelos 122 bairros do município. Os equipamentos permitem o acompanhamento de diferentes pontos da cidade em tempo real, incluindo as principais entradas e saídas de Volta Redonda.


O sistema também conta com leitura automática de placas e reconhecimento facial, recursos que auxiliam na identificação de veículos e pessoas procuradas e no trabalho das forças de segurança.


Outro componente do modelo adotado pelo município é a integração entre as estruturas municipais e as polícias Militar e Civil. A Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e a Operação Segurança Presente atuam em diferentes regiões, com equipes posicionadas conforme as necessidades identificadas.


Moradores também participam do sistema


A estratégia de segurança não se limita às câmeras e às equipes nas ruas. A Prefeitura também utiliza canais de comunicação direta com moradores e setores que possuem presença constante nas ruas.


A Semop mantém grupos de WhatsApp envolvendo moradores dos bairros e categorias como comerciantes, taxistas, caminhoneiros, feirantes, trabalhadores de postos de combustíveis, motoristas de ônibus e representantes de associações.


Ao todo, esses grupos reúnem mais de 27 mil participantes, criando uma rede de comunicação que pode contribuir para o compartilhamento de informações e o acionamento das forças responsáveis pela segurança.


Estrutura regional


Além dos investimentos realizados diretamente no município, Volta Redonda vem concentrando unidades especializadas das forças de segurança. A cidade já abriga a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e a 3ª Companhia do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar.


A estrutura deverá crescer ainda mais com a instalação de novas unidades, entre elas o Batalhão Ambiental e estruturas especializadas voltadas ao policiamento montado e às operações aéreas da Polícia Militar.


Na avaliação apresentada por Rodrigo Pimentel, a experiência de Volta Redonda reforça que o combate à criminalidade pode envolver diretamente as administrações municipais. Para ele, a combinação entre tecnologia, presença nas ruas, participação da população e integração com as forças estaduais é capaz de produzir impactos significativos nos indicadores de segurança.

Foto Divulgação


 
 
 

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