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Zona Norte do Rio registra os pontos mais quentes da cidade, aponta levantamento científico

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 22 minutos
  • 2 min de leitura

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), revelou que a Zona Norte concentra as áreas com as temperaturas superficiais mais elevadas da capital fluminense. A pesquisa analisou a evolução do aquecimento urbano entre 2001 e 2025 e servirá como referência para futuras ações de enfrentamento às mudanças climáticas.


O trabalho foi realizado a pedido do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) e reúne informações sobre temperatura da superfície, expansão urbana e cobertura vegetal em todos os bairros do município.


Os dados indicam que o aumento da temperatura ocorreu em todas as regiões da cidade ao longo das últimas décadas, acompanhado pelo crescimento das chamadas ilhas de calor — fenômeno caracterizado pelo acúmulo de calor em áreas densamente urbanizadas.


A região da Zona Norte apresentou os resultados mais preocupantes. Em 2025, a temperatura média da superfície alcançou 42,3°C, superando os índices registrados em outras áreas do Rio. Durante os meses de verão, bairros como Vila da Penha, Del Castilho, Jacaré e Higienópolis chegaram a registrar temperaturas próximas de 47°C. Em algumas localidades, especialmente em comunidades da região, os termômetros apontaram marcas em torno de 50°C.


Os pesquisadores atribuem esse cenário à elevada concentração de construções, à escassez de vegetação e à predominância de pavimentação e outras superfícies impermeáveis, fatores que dificultam a dissipação do calor.


Em contraste, bairros da Zona Sul apresentaram temperaturas significativamente menores, mantendo médias próximas de 25°C. A presença de parques, áreas de preservação ambiental, vegetação abundante e a influência do Maciço da Tijuca foram apontadas como elementos fundamentais para amenizar o calor.


O estudo também destaca a necessidade de atenção às regiões Oeste e Sudoeste da cidade, que vêm passando por acelerado processo de urbanização e expansão industrial. Segundo os especialistas, o acompanhamento dessas áreas é essencial para evitar o agravamento dos impactos térmicos observados em outras partes do município.


As conclusões do levantamento deverão subsidiar investigações e políticas públicas relacionadas à compensação ambiental e à adaptação climática. Entre as medidas consideradas prioritárias estão o aumento da arborização urbana, a conservação dos espaços verdes existentes e a adoção de soluções baseadas na natureza para reduzir os efeitos do aquecimento urbano sobre a população.



 
 
 

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