top of page
Buscar

Angra dos Reis inicia construção de plano para enfrentar impactos das mudanças climáticas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 38 minutos
  • 2 min de leitura

Angra dos Reis deu um passo importante para preparar o município para os efeitos cada vez mais intensos das mudanças climáticas. Na quinta-feira (6), representantes do poder público, universidades, instituições privadas e organizações da sociedade civil participaram da primeira oficina de construção do Plano Local de Ação Climática (Plac).


A reunião aconteceu no auditório da Defesa Civil, no bairro São Bento, e foi coordenada pela Prefeitura, por meio do Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar) e da Defesa Civil, com participação da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do ONU-Habitat e do Iclei.


O trabalho faz parte do programa Ambiente Resiliente, iniciativa voltada a apoiar municípios fluminenses na elaboração de estratégias para reduzir riscos e ampliar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.


Durante a oficina, foram apresentados dados sobre o território de Angra dos Reis e identificados os principais pontos de vulnerabilidade do município. Entre os problemas considerados prioritários estão os deslizamentos de terra, as inundações, as ilhas de calor e os períodos de seca.


A proposta é cruzar essas informações com dados sociais e econômicos para identificar as regiões que podem sofrer os maiores impactos. O diagnóstico deverá servir como base para a definição de políticas públicas, obras e ações preventivas.


A Defesa Civil terá papel fundamental nesse processo, especialmente por reunir informações relacionadas às áreas de risco. O mapeamento poderá orientar tanto intervenções estruturais, como obras de contenção, quanto medidas preventivas, incluindo reflorestamento, educação ambiental, preparação das comunidades e ações de proteção social.


A construção do plano também pretende ampliar a participação da população nas decisões relacionadas ao clima. A previsão é criar uma estrutura de governança climática que reúna diferentes setores da sociedade, incluindo um Fórum Local de Mudança do Clima.


Segundo os responsáveis pelo projeto, a intenção é que o planejamento não fique restrito às ações emergenciais depois que os desastres acontecem. A proposta é antecipar problemas, identificar áreas vulneráveis e estabelecer medidas permanentes de prevenção e adaptação.


O diagnóstico produzido a partir desta primeira etapa deverá ser apresentado em uma nova fase do projeto, prevista para novembro ou dezembro. A partir daí, novas discussões deverão definir as ações que integrarão o Plano Local de Ação Climática.


Para um município como Angra dos Reis, marcado por encostas, áreas costeiras, ilhas e regiões sujeitas a chuvas intensas, a elaboração do plano representa uma tentativa de transformar a experiência acumulada com temporais, deslizamentos e alagamentos em planejamento de longo prazo.


Mais do que elaborar um documento, o desafio será fazer com que as propostas saiam do papel e se transformem em políticas públicas capazes de proteger vidas, reduzir prejuízos e tornar Angra dos Reis mais preparada para um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes



 
 
 

Comentários


bottom of page