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Anvisa libera retomada da produção da Ypê após correção de falhas sanitárias

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 30 de mai.
  • 2 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi anunciada após uma nova inspeção constatar que a empresa adotou parte das medidas exigidas para corrigir irregularidades sanitárias identificadas anteriormente.


A liberação permite que a unidade industrial da Química Amparo volte a operar imediatamente. A vistoria foi realizada em conjunto pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, pelo Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e pela Vigilância Sanitária de Amparo.


De acordo com a agência reguladora, a empresa apresentou um plano de adequação para atender às 76 exigências apontadas durante uma fiscalização realizada em abril deste ano. As determinações envolviam melhorias nos processos produtivos, reforço nos mecanismos de rastreabilidade, aperfeiçoamento do controle de qualidade e ampliação do monitoramento de riscos sanitários.


Segundo o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a fábrica reúne atualmente as condições necessárias para retomar suas operações sem oferecer riscos à saúde dos consumidores. Mesmo assim, o órgão informou que continuará acompanhando a implementação das ações corretivas.


Com a decisão, produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 estão liberados para comercialização e uso. A autorização inclui lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças e desinfetantes produzidos após essa data.


Entretanto, parte dos itens da marca continua interditada. Permanecem suspensos todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminam com o número “1”. A Anvisa orienta que esses produtos sejam mantidos armazenados em local seguro e não sejam descartados até a conclusão das análises laboratoriais exigidas.


A suspensão dos produtos teve início em 7 de maio, quando a agência identificou mais de uma centena de lotes com possíveis riscos decorrentes de falhas consideradas graves no processo de fabricação da unidade de Amparo. Entre as preocupações levantadas estava a possibilidade de contaminação microbiológica.


O caso ganhou repercussão nacional após a empresa registrar, em novembro de 2025, um episódio envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas. Embora seja um microrganismo comum no ambiente, a bactéria pode causar infecções em pessoas com o sistema imunológico comprometido.


A Anvisa ressaltou que a fiscalização continuará de forma permanente e que os produtos ainda suspensos somente poderão retornar ao mercado após a apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados pelo órgão regulador.



 
 
 

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