Apagão em Trindade escancara abandono e revolta moradores contra a Enel
- Marcus Modesto
- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Na noite de ontem, apagão em Trindade escancara abandono e revolta moradores contra a Enel
Na noite de ontem, a paciência dos moradores de Trindade chegou ao limite. Após três dias consecutivos sem fornecimento de energia elétrica, a população realizou um protesto contra a Enel, concessionária responsável pelo serviço, em uma manifestação marcada por revolta, bloqueios e fogo em patrimônio às margens da rodovia.
O ato interditou o acesso pela BR que liga Trindade, Patrimônio e Ubatuba. A via ficou completamente bloqueada, impedindo a passagem de veículos e isolando a região. O fechamento da estrada foi o reflexo direto do colapso vivido pela comunidade: sem luz, sem respostas e sem qualquer previsão concreta para a normalização do serviço.
A falta de energia afetou residências, comércios e atividades essenciais, comprometendo desde a conservação de alimentos até o funcionamento de pequenos empreendimentos turísticos, base da economia local. Em pleno período de movimento, Trindade foi lançada à escuridão, enquanto a concessionária se limitou a explicações genéricas, incapazes de responder à gravidade da situação.
O incêndio de patrimônio às margens da rodovia, embora grave, deve ser compreendido como um sinal extremo de exaustão social. Quando um serviço essencial falha de forma prolongada e não há diálogo efetivo com a população, o sentimento de abandono se transforma em indignação coletiva.
Moradores relatam que quedas de energia são recorrentes na região, mas a interrupção prolongada desta semana superou todos os limites aceitáveis. Três dias sem luz não representam apenas transtorno: significam prejuízo financeiro, riscos à segurança e desrespeito aos direitos básicos da população.
Mais uma vez, a Enel expõe fragilidades na manutenção da rede e na capacidade de resposta fora dos grandes centros urbanos. O episódio evidencia um problema estrutural no fornecimento de energia elétrica e levanta questionamentos sobre a fiscalização e as medidas adotadas pelos órgãos competentes.
O apagão em Trindade não é um caso isolado, mas parte de um histórico de falhas que afeta diferentes regiões do estado. Na noite de ontem, a população deixou claro que não aceita mais promessas vazias. Resta saber se, desta vez, haverá respostas concretas ou se a conta continuará sendo paga, exclusivamente, pelos moradores.
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