Aposentados sem receber, decisão judicial garante pagamentos e pressão aumenta sobre gestão Luiz Furlani em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 10 de jul.
- 2 min de leitura
A decisão judicial que garantiu aos aposentados e pensionistas da Educação o recebimento de seus vencimentos até o quinto dia útil do mês seguinte abriu uma nova crise política e administrativa em Barra Mansa. Enquanto profissionais ligados à Educação passaram a contar com a proteção de uma ordem judicial, aposentados de outras categorias seguem aguardando pagamento e convivendo com a incerteza sobre quando terão seus benefícios depositados.
A situação ocorre durante a gestão do prefeito Luiz Furlani (PL), que agora enfrenta cobranças de servidores inativos, pensionistas e familiares que questionam a condução das finanças municipais e a situação da Previdência Social de Barra Mansa (Previbam).
A reportagem recebeu relatos de aposentados que afirmam estar enfrentando dificuldades para pagar contas básicas, comprar medicamentos e reorganizar o orçamento doméstico diante dos atrasos. Entre as reclamações está a percepção de que, após a decisão favorável ao Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), os recursos necessários para os pagamentos da Educação passaram a aparecer rapidamente.
O questionamento levantado por diversos beneficiários é direto: se existe dinheiro para cumprir uma ordem judicial, por que os demais aposentados continuam sem receber dentro do prazo?
A pergunta tem circulado entre servidores e familiares que acompanham a crise da Previbam. Para eles, o episódio reforça a necessidade de esclarecimentos públicos sobre a situação financeira do instituto e sobre os critérios utilizados para definir a ordem dos pagamentos.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que a administração municipal precisa apresentar respostas mais transparentes sobre a arrecadação, os repasses previdenciários e o planejamento para garantir a regularidade dos benefícios.
Além dos salários mensais, outro fator que aumenta a apreensão é a incerteza em relação ao pagamento do décimo terceiro salário. A preocupação se espalha entre aposentados e pensionistas que dependem exclusivamente desses recursos para custear despesas familiares e tratamentos de saúde.
A crise também produz desgaste político para o governo municipal. Afinal, quando uma categoria consegue receber por força de decisão judicial e outras continuam aguardando recursos, a sensação de desigualdade torna-se inevitável entre os beneficiários.
Especialistas em administração pública costumam destacar que a transparência é um dos principais instrumentos para reduzir conflitos em momentos de dificuldade financeira. No caso de Barra Mansa, aposentados cobram a divulgação clara dos números da Previbam, dos valores disponíveis em caixa e do cronograma de pagamentos previsto para os próximos meses.
Enquanto essas respostas não chegam, aumenta a pressão sobre a gestão do prefeito Luiz Furlani e sobre os responsáveis pela administração previdenciária do município. Para centenas de aposentados, a discussão deixou de ser apenas financeira e passou a ser uma questão de sobrevivência.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Barra Mansa, da Previbam e dos demais órgãos envolvidos sobre as denúncias e questionamentos apresentados pelos beneficiários.
Foto Arquivo




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