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Banco Central melhora previsão para economia brasileira em 2026, mas alerta para avanço da inflação

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 47 minutos
  • 2 min de leitura

O Banco Central revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2026. A projeção passou de 1,6% para 2%, refletindo o desempenho acima do esperado registrado no primeiro trimestre do ano e perspectivas mais favoráveis para setores como agropecuária e indústria extrativa.


Segundo o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (25), o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1% nos três primeiros meses de 2026 em relação ao trimestre anterior. O resultado positivo foi impulsionado pela expansão simultânea dos setores de serviços, indústria e agropecuária.


A autoridade monetária também destacou a expectativa de maior aquecimento da demanda interna, impulsionada pelo consumo das famílias e pelos investimentos privados. De acordo com o documento, estímulos fiscais e programas de crédito têm contribuído para sustentar a atividade econômica, embora o cenário ainda seja influenciado pelo nível elevado das taxas de juros.


Apesar da melhora na projeção de crescimento, o Banco Central mantém preocupação com a inflação. O relatório aponta aumento significativo na probabilidade de o índice de preços permanecer acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A estimativa de estouro da meta em 2026 saltou de 30% para 79%.


Entre os fatores que pressionam os preços estão a alta das commodities, especialmente petróleo e combustíveis, os impactos do conflito no Oriente Médio e a elevação das expectativas inflacionárias. A instituição prevê que a inflação continue elevada ao longo de 2026, com tendência de desaceleração apenas em 2027.


No mercado de crédito, a projeção de expansão do saldo total foi mantida em 9% para este ano. O Banco Central avalia que programas governamentais voltados para famílias e pequenas empresas devem ajudar a sustentar o crescimento do crédito direcionado, mesmo diante da desaceleração observada no sistema financeiro.


O relatório também trouxe revisão nas contas externas do país. A previsão para o déficit em transações correntes foi reduzida, impulsionada pelo desempenho das exportações, especialmente de produtos agrícolas, carne bovina e petróleo. A expectativa é de que o resultado negativo seja compensado pela entrada de investimentos estrangeiros diretos.


Embora o cenário econômico apresente sinais de fortalecimento, o Banco Central ressalta que a evolução dos conflitos internacionais e seus reflexos sobre os preços globais continuam sendo fatores de risco para o crescimento e a estabilidade da economia brasileira.


Com informações Agência Brasil



 
 
 

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