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Carnaval vira palanque em Balneário Camboriú e expõe polarização política

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 1 min de leitura

O que deveria ser apenas mais uma noite de festa no litoral catarinense acabou revelando o clima de divisão política que ainda marca o país. Durante o evento AgroPlay Verão, realizado no sábado (14), na Praia Central de Balneário Camboriú, parte do público puxou gritos ofensivos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Vídeos que circularam nas redes sociais mostram foliões entoando palavras de ordem contra o chefe do Executivo enquanto acompanhavam a programação musical. A manifestação ocorreu em meio a uma multidão estimada em mais de 350 mil pessoas, segundo números divulgados pela organização do evento com base em dados da Polícia Militar de Santa Catarina e da Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú.


O episódio levanta um debate recorrente: até que ponto o carnaval — tradicionalmente associado à descontração e à diversidade cultural — deve ser espaço para manifestações políticas? Se por um lado a liberdade de expressão é um direito constitucional, por outro o uso de um evento popular para ataques direcionados reforça o ambiente de hostilidade que domina parte do debate público brasileiro.


Balneário Camboriú tem histórico de forte engajamento político e votação expressiva em candidatos conservadores nas últimas eleições, o que ajuda a contextualizar o episódio. Ainda assim, o fato de manifestações desse tipo ganharem protagonismo em meio a um evento festivo evidencia como a polarização ultrapassou os espaços institucionais e passou a ocupar também arenas culturais.


O carnaval reflete a sociedade — e, ao que tudo indica, também suas tensões.

Foto reprodução


 
 
 
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