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Clínica clandestina é fechada em Piraí após denúncias de tortura; seis pessoas são presas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 6 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma operação da Polícia Civil interditou, nesta quinta-feira (5), uma clínica terapêutica no bairro Varjão, em Piraí, após denúncias de tortura, maus-tratos e funcionamento irregular. A ação, coordenada pelo delegado Antônio Furtado, titular da 94ª DP, contou com apoio da Polícia Militar e resultou na prisão de seis pessoas ligadas à administração do local.


A instituição, chamada “Despertar para a Vida”, funcionava em situação ilegal na Estrada Municipal Piraí-Pinheiral. No momento da fiscalização, foram encontrados nove idosos convivendo com pessoas com transtornos mentais, todos sem documentação, em um ambiente sem alvará, sem responsável técnico e sem autorização legal. Técnicos constataram graves violações de direitos, incluindo relatos de agressões físicas cometidas pelos funcionários.


Segundo o delegado, as vítimas contaram que eram amarradas, dopadas com medicamentos, mantidas trancadas em banheiros e constantemente espancadas. Seis internos foram levados à delegacia para prestar depoimento, sendo que cinco apresentavam lesões visíveis, compatíveis com os abusos descritos.


Foram presos em flagrante o coordenador da clínica, de 37 anos; um suposto terapeuta, de 30 anos; e quatro homens identificados como “monitores voluntários”, com idades entre 30 e 37 anos. Todos eram ex-internos que passaram a atuar no local sem qualificação, vínculo empregatício ou qualquer formação na área da saúde.


A Prefeitura de Piraí interditou imediatamente a clínica. Os feridos foram encaminhados ao Hospital Flávio Leal. Os detidos vão responder pelos crimes de tortura e associação criminosa.


A denúncia que levou à operação foi formalizada por um policial civil e recebeu respaldo da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o mapeamento de vítimas.


O caso chama atenção para a falta de fiscalização em clínicas terapêuticas, que se multiplicam na região sob a promessa de tratamento, mas operam em total descaso com a dignidade e os direitos humanos.


 
 
 

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