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Câmara de Barra Mansa vira vitrine de gastos sob comando de Paulo Sandro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jan.
  • 3 min de leitura

Por Marcus Modesto


Com dívida próxima de meio bilhão de reais e aposentados sem garantia de pagamento, presidência do Legislativo mantém contratos milionários sob comando de Paulo Sandro


Barra Mansa atravessa uma das situações fiscais mais delicadas de sua história recente. O município acumula uma dívida que se aproxima de R$ 500 milhões, enfrenta um rombo financeiro crescente e convive com a angústia de milhares de servidores aposentados que já sofrem com atrasos e não têm qualquer garantia de pagamento nos próximos meses.


Diante desse cenário alarmante, causa indignação a postura da Câmara Municipal, que sob a presidência de Paulo Sandro parece ignorar a gravidade da crise e manter uma política de gastos incompatível com a realidade da cidade.


Luxo legislativo em meio à crise


Mesmo com o município no limite financeiro, a Câmara firmou um contrato de R$ 672 mil para locação de veículos com a Rede Brasileira de Automotores. O valor chama atenção não apenas pelo montante, mas pelo simbolismo: o custo do conforto institucional supera despesas essenciais, como o plano de saúde dos servidores da própria Casa.


Em uma cidade endividada, com serviços pressionados e aposentados inseguros, o recado é perverso.


Festa, rádio e propaganda oficial


A gestão de Paulo Sandro também autorizou R$ 177.210,00 para serviços de festas e outros R$ 180.000,00 em publicidade na Rádio do Comércio FM. Somados, são mais de R$ 350 mil direcionados a eventos e exposição midiática enquanto o município luta para fechar as contas e garantir compromissos básicos.


O contraste é brutal: de um lado, aposentados sem previsibilidade; do outro, palco, microfone e contratos generosos.


Consultoria em tempos de colapso


Em janeiro de 2026, a presidência do Legislativo ainda aprovou um contrato de R$ 228 mil com a empresa Novace Gestão e Consultoria. A pergunta que ecoa é simples e incômoda: como justificar esse gasto em um momento em que a cidade não consegue assegurar o pagamento de quem trabalhou a vida inteira para o serviço público?


A falta de transparência sobre resultados e entregas só amplia a desconfiança da população.


Aposentados esquecidos, gastos preservados


Enquanto contratos seguem sendo assinados, aposentados convivem com atrasos e incertezas. Não há cronograma público confiável, não há garantia para os próximos meses e não há sinal de que o sacrifício esteja sendo compartilhado por todos.


A crise fiscal exige cortes, responsabilidade e prioridades claras — exatamente o oposto do que se observa na condução da Câmara.


Ministério Público precisa agir


Diante de uma dívida quase bilionária, do risco social causado pelo atraso de aposentadorias e da manutenção de gastos questionáveis, cresce a cobrança para que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro atue com rigor.


É necessário apurar:

• Se os valores pagos em contratos refletem o interesse público

• Se há desvio de finalidade em gastos com festas e publicidade

• Se contratações de consultoria atendem a critérios técnicos ou políticos


A crise não permite omissão.


A conta não fecha — e quem paga é o povo


Barra Mansa está no vermelho, os aposentados estão no limite e a dívida avança perigosamente. Ainda assim, a Câmara Municipal segue funcionando como se a cidade vivesse tempos de bonança.


Dinheiro público não é prêmio, nem instrumento de vaidade política. Em uma cidade quase quebrada, cada contrato assinado precisa ser explicado — especialmente quando falta garantia para quem depende do salário para sobreviver.

Foto Arquivo






 
 
 

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