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Dutra sob alerta: Ministério Público aponta falhas e cobra paralisação de obras em Nova Iguaçu

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de abr.
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou a interrupção de intervenções na Rodovia Presidente Dutra, no trecho que corta Nova Iguaçu. A medida atinge diretamente a concessionária Ecovias Rio Minas, após a identificação de inconsistências no sistema de drenagem das obras em andamento.


Segundo o órgão, as falhas detectadas podem intensificar problemas históricos de alagamento na região, elevando o risco para moradores de áreas já vulneráveis durante períodos de chuva.


Intervenções suspensas em pontos críticos


A recomendação foca em trechos considerados mais sensíveis, como o bairro da Posse e áreas próximas ao Canal Vigário Maranhão, em Comendador Soares. Nesses locais, o Ministério Público exige a paralisação imediata das obras até que novos estudos técnicos sejam apresentados.


Entre as exigências estão modelagens hidrológicas mais detalhadas, revisão dos projetos executivos e a explicação da metodologia utilizada para calcular a vazão da água nas intervenções.


Novas exigências técnicas


No bairro Cacuia, o MPRJ cobra a apresentação de todos os estudos hidrológicos já realizados, além de esclarecimentos sobre o estágio de aprovação dos projetos junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres.


Também foi solicitada a descrição das medidas previstas para reduzir impactos urbanos das obras. Já na região da Cerâmica, o foco está em divergências identificadas entre os projetos apresentados e o que vem sendo executado na prática.


Transparência e prazo para resposta


Além das questões técnicas, o Ministério Público determinou a criação de um canal permanente de comunicação entre os envolvidos, com o objetivo de garantir acompanhamento contínuo das ações.


A concessionária terá prazo de dez dias para apresentar um posicionamento oficial e detalhar as providências que pretende adotar.


Descumprimento de acordos anteriores


O órgão também destacou que parte das medidas acordadas em reunião realizada em março — que contou com representantes da concessionária, do município e da ANTT — não foi integralmente cumprida.


Diante disso, novas exigências foram impostas, reforçando a fiscalização sobre uma das principais rodovias do país e ampliando o debate sobre os impactos urbanos das obras, especialmente em regiões já afetadas por enchentes.





 
 
 

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