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Estado do Rio aciona Justiça após rombo de R$ 641 milhões em investimentos do Rioprevidência ligados ao Grupo Maste

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) ingressou na Justiça com uma série de ações para tentar proteger e recuperar recursos do Rioprevidência que foram investidos em fundos vinculados ao Grupo Master. Segundo o Estado, os prejuízos potenciais envolvendo as aplicações somam cerca de R$ 650 milhões.


As medidas judiciais foram protocoladas nesta quinta-feira (16) e têm como alvo empresas responsáveis pela administração e gestão dos fundos Revolution e Texas I FIA, além de dirigentes das instituições envolvidas. O objetivo é garantir a preservação de patrimônio suficiente para eventual ressarcimento aos cofres públicos.


De acordo com a PGE-RJ, os investimentos realizados pelo fundo previdenciário estadual apresentaram forte deterioração. Um dos casos que mais preocupa é o do Texas I FIA, que recebeu aporte de R$ 150 milhões e atualmente possui valor estimado em apenas R$ 14,8 milhões, representando uma redução superior a 90% do capital investido.


As investigações apontam que a estratégia adotada pelo fundo concentrou quase toda a carteira em ações da empresa Ambipar, o que teria elevado significativamente o risco da operação. A Procuradoria sustenta que a valorização dos papéis ocorreu em meio a movimentações consideradas atípicas no mercado, circunstância que agora é objeto de questionamentos judiciais.


Já em relação ao fundo Revolution, que recebeu investimentos de aproximadamente R$ 481 milhões, a principal preocupação do Estado está relacionada à composição da carteira e à falta de transparência sobre os ativos atualmente mantidos pelo fundo. Segundo a PGE, os pedidos de resgate feitos pelo Rioprevidência foram seguidos pela restrição de acesso a informações detalhadas sobre os investimentos.


Outro ponto levantado nas ações envolve decisões tomadas por gestores que, na avaliação do Estado, teriam reduzido direitos dos investidores ao aprovar mudanças em regulamentos de fundos vinculados à operação. A Procuradoria argumenta que essas alterações podem ter comprometido a segurança e a liquidez dos recursos aplicados.


Entre os pedidos apresentados à Justiça estão o bloqueio de bens, contas bancárias e outros ativos financeiros dos envolvidos, além da indisponibilidade de imóveis, veículos, embarcações, aeronaves e criptomoedas. O Estado também requer a realização de auditorias e a apresentação de documentos para esclarecer a situação patrimonial dos fundos.


A PGE-RJ defende que as medidas sejam concedidas de forma urgente, antes mesmo da manifestação dos réus, alegando risco de esvaziamento patrimonial. O governo estadual sustenta que a preservação dos recursos é fundamental para garantir a segurança financeira do sistema previdenciário dos servidores públicos fluminenses.


As ações estão sendo conduzidas pela equipe da Procuradoria-Geral do Estado e buscam apurar eventuais responsabilidades civis dos administradores e gestores dos fundos, além de assegurar a recuperação dos valores investidos pelo Rioprevidência.



 
 
 

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