EUA cancelam visto de ex-ministro do TSE Benedito Gonçalves e ampliam sanções contra autoridades brasileiras
- Marcus Modesto
- 22 de set. de 2025
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O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves teve seu visto de entrada nos Estados Unidos cancelado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela agência Reuters.
Gonçalves foi relator dos processos que levaram à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico, decisão que o afastou das urnas por oito anos.
Além dele, também tiveram vistos revogados:
• José Levi, ex-advogado-geral da União e ex-secretário-geral de Alexandre de Moraes no TSE;
• Airton Vieira, juiz auxiliar de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF);
• Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral;
• Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes.
Pressão política e efeitos no Brasil
O cancelamento dos vistos se soma a outras medidas de Washington contra autoridades brasileiras. Segundo o governo americano, as ações seguem a chamada Lei Magnitsky, que prevê sanções a pessoas acusadas de corrupção e violações de direitos humanos.
Nesta segunda-feira, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, também foi alvo da mesma política. O Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada à família de Moraes, entrou na lista de restrições sob a justificativa de enfraquecer uma suposta “rede de apoio financeiro” ao magistrado.
Reações e novos alvos
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também teve o visto cancelado. Ele classificou a medida como “uma agressão injusta” e reafirmou sua defesa da independência do sistema de Justiça brasileiro.
As sanções reforçam a percepção de que Washington pretende ampliar a pressão diplomática sobre o Brasil em meio às tensões políticas internas, ampliando o impacto internacional das disputas no Judiciário e no Executivo.




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