top of page
Buscar

EUA decidem nesta quarta-feira sobre possível tarifa a produtos brasileiros; governo Lula aguarda definição

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de jul.
  • 2 min de leitura

O governo federal acompanha com expectativa a decisão que será anunciada nesta quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a possível adoção de novas tarifas contra produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. Enquanto aguarda o resultado, o Palácio do Planalto trabalha com diferentes cenários e evita antecipar qualquer medida de reação.


A avaliação interna é que a decisão poderá trazer impactos para setores estratégicos da economia nacional, mas integrantes do governo afirmam que qualquer resposta dependerá do alcance das medidas que eventualmente forem anunciadas pelos Estados Unidos.


Governo trabalha com aplicação de tarifa ou adiamento da decisão


Nos bastidores, a equipe econômica e diplomática brasileira considera dois caminhos possíveis. O primeiro, visto como o mais provável, é a confirmação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros vendidos aos americanos.


Outra possibilidade analisada é o adiamento da decisão final. Essa hipótese ganhou força após a audiência pública promovida pelo USTR na última semana, quando representantes de diferentes setores apresentaram argumentos sobre os impactos das medidas comerciais em discussão.


O governo brasileiro mantém a expectativa de que as negociações realizadas nos últimos meses possam influenciar o desfecho do processo.


Reação brasileira dependerá dos setores atingidos


Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que ainda não existe definição sobre eventuais medidas de reciprocidade. A prioridade, segundo integrantes do governo, será analisar detalhadamente a lista de produtos afetados antes de qualquer anúncio.


A preocupação central é identificar quais cadeias produtivas poderão sofrer prejuízos e qual será o impacto das tarifas sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos.


Negociações foram mantidas nos últimos meses


Desde maio, representantes do governo brasileiro intensificaram os contatos com autoridades americanas em busca de uma solução negociada para o impasse comercial.


Ao longo desse período, integrantes da equipe brasileira participaram de reuniões com o USTR, órgão responsável pela política comercial dos Estados Unidos, na tentativa de evitar novas barreiras às exportações nacionais.


A orientação do Planalto tem sido manter o diálogo aberto até a divulgação oficial da decisão.


Pix e plataformas digitais estão entre os pontos questionados


A investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos foi aberta com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais aos seus interesses comerciais.


Entre os temas citados pelas autoridades americanas está o funcionamento do Pix. O relatório do USTR questiona o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como regulador e operador do sistema de pagamentos instantâneos.


Além disso, o documento também menciona decisões da Justiça brasileira relacionadas a plataformas digitais. Os Estados Unidos apontam medidas judiciais envolvendo remoção de conteúdos e suspensão de perfis em redes sociais como parte dos elementos analisados durante a investigação.


Planalto aguarda anúncio oficial


Apesar das incertezas, o governo brasileiro evita antecipar qualquer medida e aguarda a posição oficial dos Estados Unidos. A expectativa é que, após a divulgação da decisão, sejam avaliadas as alternativas diplomáticas e comerciais disponíveis para proteger os interesses das empresas exportadoras brasileiras e minimizar possíveis impactos sobre a economia nacional.


 
 
 

Comentários


bottom of page