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EUA revogam vistos de Alexandre de Moraes, familiares e aliados, anuncia Marco Rubio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 19 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, de seus familiares e de aliados no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que resultou em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.


Em declaração pública, Rubio acusou o ministro Moraes de promover “perseguição política” contra Bolsonaro e de instaurar um ambiente de censura no Brasil. “A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, escreveu o secretário.


O anúncio, feito de forma unilateral pelo governo dos EUA, não especifica quais ministros do STF estão incluídos na medida. Procurado, o Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.


A escalada de tensão diplomática ocorre em um momento sensível. Bolsonaro é investigado em diversos inquéritos que envolvem uma tentativa de golpe de Estado e o uso de estruturas paralelas para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro. A operação desta sexta-feira é parte de um desses desdobramentos.


Entre os alvos da apuração está o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que é investigado por ter atuado junto ao governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump para tentar articular sanções contra ministros do STF. A intenção seria interferir diretamente nas decisões do Judiciário brasileiro e conter o avanço das investigações.


Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março deste ano, após pedir licença do mandato sob a justificativa de “perseguição política”. A licença parlamentar termina neste domingo (20), mas ele ainda não confirmou se retornará ao Brasil.


A revogação dos vistos marca mais um capítulo da crise entre bolsonaristas e o Judiciário brasileiro — e agora, com reflexos internacionais, evidencia o envolvimento direto de autoridades estrangeiras no embate político e jurídico em curso no Brasil.


 
 
 

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