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Exposição reúne ceramistas da região no Espaço das Artes Zélia Arbex

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 21 minutos
  • 2 min de leitura

O Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, recebe a partir desta sexta-feira (6) a exposição “O que o barro pensa”, que apresenta obras das artistas Thayná de Castro, Cristiane Vieira e Gisele Ferreira. A abertura acontece às 18h30, com entrada gratuita.


A mostra poderá ser visitada entre os dias 9 de março e 10 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda.


Cerâmica contemporânea em foco


A exposição reúne trabalhos produzidos entre 2025 e o início deste ano e propõe uma reflexão sobre a cerâmica contemporânea a partir da simbologia da cabeça como espaço de pensamento, memória e experiência. Explorando o barro em diferentes estados — da terra crua à argila e da argila à cerâmica — as artistas tensionam o caráter utilitário do material e o deslocam para o campo da arte como linguagem poética.


A acessibilidade também integra a proposta. Na noite de abertura haverá intérprete de Libras das 19h às 20h. Durante o período expositivo, o público contará com audiodescrição produzida pelas próprias artistas.


Três trajetórias, diferentes olhares


Entre as participantes, duas são de Volta Redonda. Cristiane Vieira desenvolve pesquisa ligada à estética afro-brasileira e aos símbolos das religiões de matriz africana, explorando textura, peso e equilíbrio em composições que dialogam com ancestralidade e memória.


Já Thayná de Castro investiga as relações entre corpo, natureza e território. Na mostra, apresenta peças que partem do universo figurativo da cabeça, além de vasos orgânicos e formas abstratas que dialogam com autorretrato e experiências emocionais.


Radicada em Resende, Gisele Ferreira trabalha com argilas locais e técnicas tradicionais, compreendendo o barro como memória do território. Para a exposição, apresenta peças feitas à mão e queimadas em baixa temperatura, em diálogo com elementos como terra, água, fogo, ar e cosmos.


O secretário municipal de Cultura, Anderson de Souza, destacou que a mostra reforça o papel do espaço cultural na valorização da produção artística regional e no incentivo à pesquisa em cerâmica no contexto contemporâneo.


Atividades paralelas


Além da exposição, as artistas promovem ações formativas. Está prevista uma oficina para mulheres atendidas pelo Cras do bairro Caieiras, dando continuidade a um trabalho já desenvolvido na comunidade. Também serão realizadas visitas mediadas com estudantes de duas escolas, seguidas de vivência prática com argila, proporcionando contato direto com o material e experiências sensoriais.

Foto Geraldo Gonçalves


 
 
 

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