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STF aponta “organização criminosa” com espionagem e ameaça a jornalista e manda prender dono do Banco Master

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 horas
  • 1 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira (4) que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, integrava uma estrutura voltada à espionagem, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas ameaça aos interesses do grupo financeiro. Ele foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.


Segundo a decisão, o esquema incluía um núcleo apelidado de “A Turma”, responsável por vigiar concorrentes, ex-funcionários e jornalistas. Entre os alvos citados está o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo. Mensagens mencionadas na decisão indicariam discussões sobre seguir o profissional e até simular um assalto para intimidá-lo.


A investigação também aponta que Vorcaro mantinha interlocução próxima com dois ex-integrantes do Banco Central do Brasil, que, segundo a apuração, atuariam como consultores informais e repassariam informações estratégicas.


Além do banqueiro, tiveram prisão decretada Fabiano Zettel, apontado como responsável por pagamentos do grupo; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, descrito como executor das ações de monitoramento; e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, suspeito de auxiliar na obtenção de dados sensíveis.


A operação foi solicitada pela Polícia Federal e envolve suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo, fraude processual e obstrução de Justiça.


Estimativas do Fundo Garantidor de Crédito indicam que os prejuízos podem ultrapassar R$ 50 bilhões, o que coloca o caso entre os maiores escândalos financeiros já investigados no país.


A Procuradoria-Geral da República havia se posicionado contra a urgência das prisões, mas o ministro sustentou que a liberdade dos investigados representaria risco concreto às investigações e à integridade de possíveis alvos.

Foto Reprodução


 
 
 

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