Histórico de violência: policial já havia sido preso por descumprir medida protetiva antes de ataque à ex-mulher
- Marcus Modesto
- 26 de jan.
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O policial militar do estado de São Paulo preso na noite desta quarta-feira (21), em Volta Redonda, após atirar contra a ex-mulher, já possuía um histórico recente de descumprimento da Lei Maria da Penha. Em julho do ano passado, ele foi detido pela Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR) em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça.
Na ocasião, segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), o policial, de 39 anos, foi localizado na Avenida Amaral Peixoto, no Centro da cidade, após informações repassadas pelo Serviço de Inteligência da GMVR indicarem a presença do veículo utilizado por ele. Durante a abordagem, os agentes encontraram com o suspeito uma arma de fogo de uso funcional e um carregador contendo 15 munições intactas.
O homem foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no bairro Aterrado, juntamente com o armamento apreendido, permanecendo preso e à disposição da Justiça naquele momento.
Apesar do histórico e das medidas judiciais anteriores, o policial voltou a se envolver em um episódio de extrema violência. Na noite dessa quarta-feira, ele foi novamente preso, agora por tentativa de feminicídio, após efetuar diversos disparos contra a ex-companheira. A vítima foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital São João Batista (HSJB), onde permanece sob cuidados médicos.
Após a nova prisão, o suspeito foi levado outra vez para a Deam, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. O episódio reacende o debate sobre reincidência em crimes de violência doméstica e a efetividade das medidas protetivas.
O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Henrique, elogiou a atuação das forças de segurança envolvidas na prisão. Segundo ele, a rápida resposta dos agentes foi fundamental para o cumprimento das determinações judiciais e para reforçar que não haverá tolerância com a impunidade em casos de violência contra a mulher.
Foto Semop




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