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Hugo Motta reage à investigação contra Valdemar e questiona bloqueio milionário determinado pelo STF

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 12 de jul.
  • 2 min de leitura

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou-se neste sábado (11) contra a investigação que mira o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em nota pública, o parlamentar classificou a apuração como uma medida que pode comprometer a atuação política e contestou a decisão judicial que resultou no bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário.


Na avaliação de Motta, a investigação não teria apresentado elementos que comprovem desvio de dinheiro público ou uso irregular de emendas parlamentares. O deputado argumenta que os repasses investigados seguiram os procedimentos previstos na legislação e os entendimentos estabelecidos entre Congresso Nacional, governo federal e Supremo Tribunal Federal.


O presidente da Câmara também rebateu questionamentos envolvendo servidores da Casa citados na investigação. Segundo ele, é comum que parlamentares contem com apoio técnico e administrativo de assessores para executar procedimentos relacionados às emendas, prática que, na sua visão, faz parte da rotina institucional do Legislativo.


A reação ocorre após decisão do ministro Flávio Dino, que autorizou o bloqueio patrimonial de Valdemar Costa Neto no âmbito de uma investigação sobre a destinação de recursos oriundos de emendas parlamentares. Os investigadores apuram a suspeita de que o dirigente partidário teria influenciado indicações de verbas públicas mesmo sem ocupar mandato eletivo.


As apurações também alcançam servidores ligados à Câmara dos Deputados. Entre os nomes mencionados estão Mariângela Fialek, atualmente vinculada à liderança do PP; Garigham Amarante, integrante da liderança do PL e ex-indicado ao FNDE; e Nara Brum, assessora da bancada liberal. A Polícia Federal investiga a participação deles em procedimentos relacionados à indicação e operacionalização dos recursos analisados.


O caso segue em andamento e faz parte de uma série de investigações que buscam esclarecer a aplicação de verbas públicas distribuídas por meio de emendas parlamentares. Enquanto isso, o episódio amplia o embate político em torno das regras de destinação desses recursos e do papel de lideranças partidárias no processo.



 
 
 

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