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Irã cobra condenação da ONU após ataques dos EUA a áreas ligadas ao programa nuclear

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 20 de jul.
  • 2 min de leitura

O governo iraniano intensificou nesta segunda-feira (20) as críticas aos Estados Unidos e solicitou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se manifeste oficialmente contra os recentes ataques militares norte-americanos que, segundo Teerã, atingiram instalações associadas ao setor nuclear do país.


Durante entrevista à imprensa na capital iraniana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que a comunidade internacional não pode permanecer em silêncio diante de ações que envolvam estruturas nucleares. O representante defendeu uma posição clara da AIEA e de seu Conselho de Governadores sobre os bombardeios.


A principal preocupação do governo iraniano envolve a usina de Darkhovin, localizada no sudoeste do país e atualmente em fase de construção. Autoridades locais alegam que o empreendimento foi afetado pelos ataques realizados pelas forças norte-americanas.


Além de Darkhovin, meios de comunicação estatais iranianos relataram explosões e ataques em áreas da província de Bushehr, onde está instalada a única central nuclear civil em operação no Irã. Até o momento, não foram divulgados balanços oficiais sobre possíveis danos estruturais ou vítimas.


Operação militar dos EUA entra na nona noite


As ações fazem parte de uma série de operações conduzidas pelos Estados Unidos no Oriente Médio. O Comando Central norte-americano (Centcom) informou que concluiu a nona noite consecutiva de ofensivas contra posições ligadas às forças iranianas.


Segundo os militares dos EUA, os ataques tiveram como alvo centros de comando, sistemas de defesa aérea, plataformas de lançamento de mísseis e drones, além de estruturas de comunicação consideradas estratégicas para as operações iranianas.


Washington sustenta que a campanha militar busca reduzir ameaças à navegação internacional no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.


Estreito de Ormuz volta ao centro das tensões


Ao comentar o cenário regional, Baghaei destacou que o Irã considera o Estreito de Ormuz uma área vital para sua segurança nacional. O porta-voz afirmou que o país está preparado para adotar medidas que considere necessárias para proteger seus interesses estratégicos.


A região é considerada um dos pontos mais sensíveis do planeta do ponto de vista geopolítico. Qualquer instabilidade no local pode provocar impactos diretos no transporte marítimo e nos mercados globais de energia.


Conflito se agrava após mortes de militares americanos


A ampliação da ofensiva dos Estados Unidos ocorreu após a morte de três militares norte-americanos em episódios recentes no Oriente Médio. Dois deles morreram em uma instalação militar na Jordânia durante um ataque atribuído ao Irã. O terceiro faleceu no Iraque durante uma operação de manejo de munições.


As baixas levaram o governo americano a reforçar sua resposta militar na região. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou as mortes e prestou solidariedade às famílias dos militares.


Liderança iraniana pede mobilização nacional


Em meio ao aumento da tensão, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade da população. Em pronunciamento realizado no fim de semana, ele defendeu coesão nacional diante do agravamento das disputas com Washington.


A sucessão de ataques e declarações entre os dois países amplia o receio de uma escalada mais ampla no Oriente Médio. Organizações internacionais acompanham a situação com preocupação, especialmente pelos possíveis reflexos sobre a segurança regional, o fluxo de petróleo e a estabilidade econômica global.



 
 
 

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