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Lula critica potências globais e aponta contradições no Conselho de Segurança da ONU

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas, na noite desta quinta-feira (19), aos países que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao comentar o cenário internacional, especialmente as tensões envolvendo o Irã, Lula afirmou que as nações responsáveis por garantir a paz mundial estão, na prática, alimentando conflitos.


Segundo ele, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, membros permanentes do Conselho, têm atuado de forma contraditória ao papel que deveriam exercer.

“O Conselho de Segurança foi criado para manter a paz, mas são exatamente esses cinco países que mais produzem e comercializam armas no mundo”, afirmou.


O presidente também questionou os impactos sociais dos conflitos armados, destacando o alto investimento global em armamentos. De acordo com ele, cerca de 2,7 trilhões de dólares foram gastos com armas no último ano, enquanto áreas essenciais, como alimentação, educação e apoio a refugiados, permanecem negligenciadas. “Quem sofre são os mais pobres, vítimas diretas dessas guerras insanas”, disse.


Durante o discurso, realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Lula confirmou sua intenção de disputar a reeleição em 2026. Ele também indicou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve concorrer ao governo de São Paulo, e manifestou o desejo de manter Geraldo Alckmin como vice-presidente em sua chapa.


Banco Master entra no discurso


Lula ainda abordou o caso envolvendo o Banco Master, atribuindo as irregularidades à gestão anterior. Segundo ele, a autorização e os problemas da instituição financeira ocorreram durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com responsabilidade direta do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.


O presidente citou que o ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn teria negado, inicialmente, o reconhecimento do banco em 2019, decisão revertida posteriormente na gestão seguinte. Lula afirmou que o governo atual irá investigar o caso a fundo e responsabilizar os envolvidos.


“Não vamos deixar pedra sobre pedra até esclarecer tudo. Não podem tentar colocar essa conta no governo atual”, concluiu.

Com informações Agência Brasil

Foto Marcelo Camargo


 
 
 

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