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Lula diz que Estado chegou ao “andar de cima” do crime organizado e reforça defesa do STF

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Em discurso na abertura do ano do Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país avançou no enfrentamento ao crime organizado ao alcançar os verdadeiros articuladores das facções: os financiadores e mandantes que atuam longe das comunidades e vivem em áreas valorizadas do Brasil e do exterior.


Segundo o presidente, as investigações deixaram de focar apenas na base das organizações criminosas e passaram a atingir quem sustenta o esquema financeiro. Lula destacou a integração entre Polícia Federal, Receita Federal e Judiciário no combate à lavagem de dinheiro e às estruturas que alimentam as facções.


Como exemplo, citou a Operação Carbono Oculto, que revelou vínculos do Primeiro Comando da Capital (PCC) com fintechs usadas para ocultar recursos ilícitos. Para Lula, a operação simboliza uma mudança de patamar no combate ao crime e deve influenciar o debate político, especialmente com a segurança pública ganhando centralidade no cenário eleitoral.


“Não importa onde os criminosos estejam, nem o tamanho de suas contas bancárias. As investigações avançam e todos responderão pelos crimes que cometeram”, afirmou o presidente.


Defesa do Judiciário e do STF


Lula também fez uma defesa enfática do Supremo e do Judiciário, afirmando que a Corte tem cumprido seu papel constitucional sem invadir competências de outros Poderes. Para ele, o STF atuou dentro de suas atribuições e foi essencial na preservação do Estado Democrático de Direito.


“O Judiciário tem sido o guardião da Constituição”, declarou, ao rebater críticas sobre suposto ativismo da Corte.


Lição após o 8 de janeiro


Ao relembrar os ataques às sedes dos Três Poderes, em janeiro de 2023, o presidente disse que o país vive hoje um contexto diferente daquele período de instabilidade institucional. Segundo Lula, a punição dos envolvidos deixou um recado claro de que tentativas de ruptura democrática não ficarão impunes.


Ele ressaltou, porém, que os episódios evidenciaram a vulnerabilidade da democracia. “Ela não é imune a ataques. Está em constante construção”, afirmou.


Eleições, tecnologia e desinformação


O presidente também alertou para os desafios das próximas eleições diante do avanço da inteligência artificial e da circulação de notícias falsas. Lula mencionou práticas como abuso do poder econômico, disparos em massa de fake news, uso indevido de algoritmos e manipulação digital de imagens, áudios e vídeos.


Para ele, é fundamental que a Justiça Eleitoral esteja preparada para enfrentar essas transformações rápidas e complexas, garantindo a integridade do processo democrático no país.



 
 
 
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