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Lula lamenta morte de Papa Francisco e pede sucessor com o mesmo compromisso social

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou neste sábado (26) a morte do Papa Francisco e manifestou esperança de que seu sucessor mantenha o compromisso com a justiça social e o combate às desigualdades. A declaração foi dada no aeroporto de Roma, momentos antes de Lula embarcar de volta ao Brasil, após participar do funeral do pontífice, que reuniu milhares de fiéis e líderes mundiais na Praça de São Pedro. As informações são do jornal O Globo.


“Queira Deus que o próximo Papa seja igual a ele, com o mesmo coração, com os mesmos compromissos religiosos e no combate à desigualdade”, afirmou Lula, visivelmente emocionado.


O presidente destacou a relevância histórica de Francisco, a quem classificou como “o líder religioso mais importante” deste início de século. “O Papa Francisco não era apenas um padre, era uma emoção, um coração, um líder político”, afirmou.


Papa engajado nas causas sociais


Durante sua fala, Lula ressaltou o perfil engajado de Francisco, lembrando que o Papa não se limitava às questões espirituais, mas atuava ativamente na luta contra a fome e em defesa da paz, especialmente em zonas de conflito.


“Ele se preocupava não apenas com a espiritualidade das pessoas, mas também com a guerra da Ucrânia, com a situação em Gaza, com a fome e com as coisas que afligem o povo do mundo inteiro”, destacou.


Reconhecido mundialmente por suas posições progressistas, Francisco foi homenageado em uma cerimônia carregada de emoção em Roma, que contou com a presença de dezenas de chefes de Estado e autoridades religiosas.


Encontro com Trump não ocorreu


Questionado sobre a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no funeral, Lula afirmou que não houve qualquer contato entre eles devido ao tumulto durante a saída da cerimônia.


“Não cumprimentei porque estava conversando com o meu pessoal sobre a segurança. Estava uma confusão muito grande. Não olhei nem para o lado. Não vi Trump, na verdade”, explicou.


Desde que Trump reassumiu a presidência norte-americana em janeiro, os dois líderes ainda não se encontraram formalmente, embora exista expectativa de diálogo, especialmente diante das tensões geopolíticas envolvendo conflitos armados.


Defesa do diálogo e da paz


Lula também comentou a breve reunião entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ocorrida antes do funeral, mas evitou opinar sobre o conteúdo da conversa. Em vez disso, reiterou a necessidade de negociações para o fim das guerras.


“Eu não sei o que eles conversaram. Acho importante que se converse para encontrar uma saída para essa guerra, que já está ficando sem explicação. Ninguém consegue explicar e ninguém quer falar em paz”, disse.


O presidente brasileiro voltou a defender a posição do Brasil em favor da solução negociada para os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, criticando a ofensiva militar israelense.


“A solução é fazer com que os dois lados sentem à mesa de negociação e encontrem uma saída. Não só para Ucrânia e Rússia, mas também para a violência que Israel comete contra Gaza”, afirmou.


Brasil busca papel de protagonismo internacional


Desde o início de seu novo mandato, Lula tem reforçado a busca por um papel mais relevante do Brasil no cenário internacional, defendendo um sistema multipolar e o fortalecimento dos mecanismos multilaterais de resolução de conflitos.


A defesa da paz e dos direitos humanos, além da crítica a intervenções militares, vêm sendo pontos centrais da política externa brasileira nos fóruns globais.


 
 
 

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