Mulher cai dentro de ônibus da Viação Triecon em Barra Mansa e episódio levanta questionamentos sobre fiscalização do transporte público
Acidente registrado nesta quinta-feira (5) expõe preocupação com as condições de conservação dos ônibus e coloca em discussão a responsabilidade da Prefeitura na fiscalização das empresas concessionárias.
Uma mulher caiu dentro de um ônibus da Viação Triecon, em Barra Mansa, nesta quinta-feira, 5 de novembro. O episódio foi divulgado nas redes sociais pela página Tudo Sobre BM, acompanhado de imagens do interior do coletivo que mostram um dos bancos aparentemente deslocado ou danificado.
A ocorrência levanta uma questão que não pode ser ignorada: em que condições estão circulando os ônibus que transportam diariamente os moradores de Barra Mansa?
Mais do que um episódio isolado, o caso exige esclarecimentos da empresa responsável pelo veículo e, principalmente, da Prefeitura, que tem o dever de fiscalizar a prestação do serviço público de transporte coletivo.
O problema ganha ainda mais relevância porque acontece em um momento de novos questionamentos sobre a frota da mesma empresa. Na terça-feira (3), um ônibus da Triecon perdeu o eixo traseiro na região da Vila Elmira, nas proximidades do bairro Barbará. A ocorrência também repercutiu na imprensa regional e levantou dúvidas sobre a manutenção dos veículos e a segurança dos passageiros.
Fiscalização não pode existir apenas depois dos acidentes
A Prefeitura de Barra Mansa já divulgou, em outras ocasiões, ações de fiscalização nos coletivos municipais. Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Secretaria de Ordem Pública anunciou vistorias nas garagens das empresas Triecon e Colitur, incluindo testes de frenagem, avaliação dos pneus, limpeza e cumprimento dos horários.
Na ocasião, a empresa informou que mantinha 47 veículos em operação e 926 viagens programadas diariamente.
Mas a pergunta que precisa ser feita é: essas fiscalizações estão sendo suficientes?
Não basta realizar visitas às garagens, divulgar fotografias de autoridades ao lado de ônibus ou anunciar operações pontuais. É necessário estabelecer uma fiscalização permanente, com inspeções técnicas, relatórios públicos, acompanhamento das condições da frota e aplicação de penalidades quando forem constatadas irregularidades.
O prefeito Luiz Furlani precisa explicar qual é o acompanhamento que sua administração está fazendo sobre a qualidade do transporte coletivo oferecido à população. A Secretaria de Ordem Pública também precisa esclarecer se os ônibus da Triecon estão passando por vistorias regulares e quais providências serão adotadas diante das ocorrências recentes.
A Câmara Municipal não pode ficar de fora dessa discussão. Os vereadores têm obrigação de fiscalizar os serviços públicos e cobrar explicações do Executivo. Está na hora de deixar as visitas institucionais e as fotografias nas garagens e apresentar resultados concretos à população.
Também é necessário que a Triecon esclareça as circunstâncias da queda da passageira, as condições do veículo e se o banco que aparece deslocado nas imagens tem relação com o acidente.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre a extensão de eventuais ferimentos da mulher nem um esclarecimento oficial da empresa ou da Prefeitura sobre o episódio.
O transporte coletivo não é um favor prestado pelas empresas. É um serviço essencial, utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Quem paga passagem tem direito a viajar com segurança e dignidade.
Barra Mansa não pode esperar que uma tragédia aconteça para descobrir que a fiscalização não está funcionando.
A população quer saber: quem está fiscalizando os ônibus que circulam pela cidade? Quem responde quando um veículo apresenta problemas graves? E quem garante que o passageiro vai sair de casa e chegar ao destino em segurança?
A Prefeitura precisa responder. A Triecon precisa prestar esclarecimentos. E a Câmara precisa cumprir seu papel.
O espaço permanece aberto para manifestação da empresa e da Prefeitura.
Foto Reprodução




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