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Mário Frias nega uso de emendas em filme sobre Bolsonaro e rebate investigação no STF

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou nesta segunda-feira (25) ter destinado emendas parlamentares para financiar a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar é citado como produtor executivo do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória política de Bolsonaro e que ainda não foi lançada.


Frias é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Flávio Dino, após suspeitas de desvio de finalidade na aplicação de R$ 2 milhões enviados ao Instituto Conhecer Brasil. A ONG mantém ligação com a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do longa.


Em manifestação encaminhada ao STF, o deputado classificou as acusações como “falsas” e sem qualquer prova concreta. Segundo ele, os recursos das emendas parlamentares foram destinados exclusivamente a projetos voltados para inclusão digital, empreendedorismo e esporte.


“No processo não existe qualquer elemento que comprove desvio de verba para produção cinematográfica. A tese apresentada se sustenta apenas na alegação de que as empresas compartilham endereço, o que não configura irregularidade”, afirmou o parlamentar.


A representação que motivou a investigação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).


Frias também citou um parecer técnico da Câmara dos Deputados para sustentar a legalidade da destinação das emendas. De acordo com ele, a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Casa e a Advocacia da Câmara concluíram que não houve qualquer irregularidade formal ou material no processo.


Antes de apresentar sua defesa, o deputado teria sido procurado cinco vezes por um oficial de Justiça, mas não foi localizado. Atualmente, Frias está em viagem ao exterior, apesar de não possuir autorização oficial da Câmara para deixar o país.


O caso ganhou repercussão após o site The Intercept divulgar conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do filme. Após a divulgação, Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos discutidos eram privados e negou qualquer vantagem indevida envolvendo o projeto cinematográfico.

Com informações Agência Brasil



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