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O Golpe que Nunca Foi “Ficção”

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
19 de fev. de 2025
1 min de leitura

Política:

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) não deixa mais espaço para dúvidas: Jair Bolsonaro não só sabia dos planos golpistas articulados dentro do Palácio do Planalto, como também deu seu aval para que avançassem. E a conspiração ia além da tentativa de romper a democracia—ela envolvia assassinatos.


A revelação de que o chamado plano “Punhal Verde Amarelo” previa o envenenamento de Lula, além do assassinato do ministro Alexandre de Moraes e do vice-presidente Geraldo Alckmin, escancara o nível de radicalização que tomou conta do bolsonarismo. O discurso de “patriotismo” servia, na verdade, como cortina de fumaça para uma organização criminosa que se preparava para dissolver as instituições pela força.


Bolsonaro e seus aliados tentaram por anos ridicularizar qualquer insinuação de que um golpe estava sendo gestado. Mas agora, com a denúncia formal, a estratégia de desqualificar investigações, atacar ministros do STF e gritar “perseguição política” se desgasta ainda mais. Os fatos vieram à tona, e são brutais: um ex-presidente da República é acusado de arquitetar não só um golpe de Estado, mas também atentados contra a vida de autoridades.


Se o Brasil ainda precisa provar ao mundo que não compactua com golpistas, esta é a hora. Não se trata apenas do passado recente, mas do futuro democrático do país.


Reprodução TV


 
 
 

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