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Paraty entra no ano — como passa o ano inteiro — sem luz

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 1 de jan.
  • 2 min de leitura

Paraty, patrimônio histórico, cartão-postal internacional e destino turístico de relevância econômica para o Rio de Janeiro, segue convivendo com um problema básico e inaceitável: a falta constante de energia elétrica. A cidade entra em mais um ano do mesmo jeito que atravessa os meses anteriores — às escuras, literalmente.


Quedas frequentes de luz já fazem parte da rotina de moradores, comerciantes e turistas. Em bairros centrais e comunidades mais afastadas, a instabilidade no fornecimento afeta desde o funcionamento de pequenos negócios até serviços essenciais. Restaurantes perdem alimentos, pousadas acumulam prejuízos, moradores ficam sem água e a população convive com a sensação permanente de abandono.


A responsabilidade pelo serviço é da Enel, concessionária que atua na região. No entanto, apesar das recorrentes reclamações, o que se observa é a repetição do problema ano após ano, sem soluções estruturais que garantam um fornecimento de energia estável e confiável para a cidade.


O contraste é gritante. Enquanto Paraty exibe suas belezas naturais e seu centro histórico preservado para o mundo, falha no que há de mais elementar para o cotidiano moderno: energia elétrica contínua. Em períodos de alta temporada, quando a cidade recebe milhares de visitantes, as quedas de luz se intensificam, ampliando os prejuízos e a insatisfação geral.


A Enel anuncia manutenções e investimentos, mas, na prática, os apagões continuam fazendo parte da rotina. Do poder público, municipal e estadual, sobra o silêncio e a falta de cobrança efetiva, enquanto moradores e empresários seguem arcando com os danos.


Não se trata de episódios isolados causados por chuva ou ventos fortes. É um problema crônico, conhecido e previsível. Paraty não pode continuar refém de um serviço precário, incompatível com sua importância turística e cultural.


Entrar em mais um ano sem luz não é força de expressão. É a realidade de uma cidade que ilumina cartões-postais, mas permanece apagada no direito básico de sua população.


 
 
 

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