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Petrobras lidera margem de lucro entre grandes petroleiras no primeiro semestre

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 1 minuto
2 min de leitura

A Petrobras registrou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem líquida de lucro entre um grupo de grandes empresas internacionais do setor de petróleo. Segundo levantamento do Dieese em parceria com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a estatal brasileira alcançou margem de 29,15%, à frente da Saudi Aramco, que ficou em 25,48%.


O estudo, coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, analisou os resultados financeiros divulgados pelas próprias companhias. A Petrobras havia aparecido como segunda colocada na maior parte dos levantamentos realizados entre 2020 e 2025, mas assumiu a liderança pela primeira vez neste primeiro semestre.


No período, a estatal brasileira acumulou lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. Em valores convertidos para dólar, o resultado de US$ 16,6 bilhões colocou a Petrobras na terceira posição entre as empresas analisadas. A Saudi Aramco liderou com US$ 65,4 bilhões, seguida pela ExxonMobil, com US$ 18,7 bilhões.


Na comparação das margens, a Chevron registrou 18,01%, enquanto a ExxonMobil ficou em 16,33%. Também aparecem no levantamento BP, com 14,83%; Equinor, com 12,84%; Shell, com 9,94%; e TotalEnergies, com 9,44%. O estudo não incluiu empresas chinesas como Sinopec e PetroChina.


O desempenho financeiro acompanha uma sequência de recordes operacionais registrados pela Petrobras em 2026. No segundo trimestre, a produção própria de petróleo, líquidos de gás natural e gás natural chegou a 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o maior volume trimestral da história da companhia.


O parque de refino também atingiu um resultado histórico. Entre abril e junho, o fator de utilização das refinarias chegou a 101,2%, enquanto a produção de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia. A maior utilização das unidades contribuiu para ampliar a produção doméstica e reduzir a necessidade de importação de derivados.


Para o Dieese, fatores como o aumento da produção, a valorização internacional do petróleo, a redução de despesas e a integração entre exploração, produção e refino ajudaram a explicar a evolução da rentabilidade da companhia.


A Petrobras também fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, resultado 96,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses, o lucro chegou aos R$ 85,1 bilhões.


Os números colocam a estatal brasileira em destaque no comparativo internacional de rentabilidade elaborado pelo Dieese, embora o ranking de lucro absoluto continue sendo liderado pela Saudi Aramco.



 
 
 

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