PF Identifica Plano para Assassinar Alexandre de Moraes em Trama Golpista
- Marcus Modesto
- 25 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
ÚA Polícia Federal (PF) encontrou um áudio gravado pelo agente Wladimir Soares, no qual ele menciona um plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as eleições de 2022. A revelação faz parte das investigações sobre uma suposta trama golpista que envolvia 40 indiciados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os ex-ministros Walter Braga Netto (PL) e Augusto Heleno.
No áudio, que ainda está sob sigilo judicial, Soares afirma a colegas que “estavam com Moraes na mira para atirar” e detalha os tipos de armamentos que seriam utilizados no ataque.
A Prisão de Wladimir Soares
Preso em novembro de 2023, Wladimir Soares é acusado de se infiltrar no esquema de segurança de Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente eleito, para repassar informações sigilosas ao grupo investigado. De acordo com a PF, ele fazia parte de um núcleo com cinco pessoas que planejava assassinatos de autoridades, incluindo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.
A prisão foi autorizada pelo STF com base em provas obtidas em materiais apreendidos com Sérgio Rocha Cordeiro, capitão da reserva do Exército e ex-assessor especial do Gabinete Pessoal da Presidência da República.
A Trama Golpista e o Plano de Assassinatos
As investigações revelaram um esquema que previa a “neutralização” de autoridades por militares das Forças Especiais do Exército. O relatório da PF aponta que, para assassinar Moraes, o grupo posicionaria militares em frente ao prédio onde ele residia, na Asa Sul de Brasília, preparados para agir a qualquer momento.
Além de Soares, outros quatro militares foram presos por envolvimento direto no plano. A análise dos áudios e outros materiais apreendidos será enviada ao STF em um relatório complementar, e há expectativa de que o sigilo das gravações seja levantado pelo ministro relator do caso.
Desdobramentos e Expectativas
O caso se soma a uma série de investigações que apuram tentativas de golpe de Estado e ações coordenadas para desestabilizar as instituições democráticas brasileiras. A operação Contragolpe, conduzida pela PF, segue avançando, e novas prisões e denúncias não estão descartadas.
O Supremo Tribunal Federal ainda deve decidir se as informações coletadas poderão ser usadas em processos futuros contra os investigados, incluindo figuras de alto escalão do governo anterior.




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