PF inicia esquema especial de proteção para candidatos à Presidência nas eleições de 2026
- Marcus Modesto
- 20 de jul.
- 2 min de leitura
A Polícia Federal dará início nesta segunda-feira (20) à operação nacional de segurança voltada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O serviço estará disponível para os concorrentes que tiverem suas candidaturas oficializadas nas convenções partidárias e solicitarem formalmente o apoio da corporação.
A ação será coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, setor responsável pela segurança de autoridades e personalidades expostas a situações de risco. A medida integra o planejamento eleitoral elaborado para acompanhar o aumento das agendas públicas, viagens e eventos políticos em todo o país durante a campanha.
Entre os pré-candidatos que já manifestaram interesse em contar com a proteção federal estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, continuará utilizando um esquema compartilhado entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a opção foi manter a estrutura de proteção já realizada pela Polícia Legislativa do Senado. Por exercer mandato parlamentar, o pré-candidato decidiu não aderir ao serviço disponibilizado pela PF.
Centenas de agentes treinados para atuar na campanha
Nos últimos dois anos, a Polícia Federal promoveu uma ampla preparação de servidores especializados em proteção de autoridades. Mais de 600 profissionais passaram por treinamentos específicos entre 2025 e 2026, formando um contingente apto a atuar durante o período eleitoral.
A expectativa é que até 458 policiais sejam destacados para acompanhar os presidenciáveis em compromissos de campanha, incluindo deslocamentos, atos públicos, reuniões e viagens por diferentes regiões do país.
As equipes contarão com especialistas em inteligência, segurança aproximada, planejamento operacional e gerenciamento de crises, reforçando a capacidade de resposta diante de possíveis ameaças.
Proteção será definida por análise de risco
Antes da implementação do esquema, a PF realizou estudos para avaliar o grau de vulnerabilidade de cada candidatura. Os presidenciáveis foram enquadrados em quatro níveis de risco: muito alto, alto, moderado e baixo.
A classificação servirá como referência para definir o tamanho das equipes, os recursos empregados e o modelo de proteção adotado para cada candidato. Segundo a corporação, os critérios utilizados são técnicos e não levam em consideração aspectos políticos ou partidários.
Operação poderá custar até R$ 95 milhões
O plano de segurança eleitoral prevê investimentos estimados em R$ 95 milhões para atender as candidaturas ao Palácio do Planalto durante a disputa de 2026.
Os recursos serão destinados à logística operacional, pagamento de diárias, deslocamento de equipes, aquisição de equipamentos e manutenção da estrutura de proteção. Entre os itens previstos estão veículos blindados, coletes balísticos, sistemas de monitoramento e equipamentos para detecção de drones e ameaças explosivas.
Monitoramento em tempo real
Toda a operação será coordenada a partir da Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília. O centro acompanhará as movimentações das equipes, agendas dos candidatos e informações de inteligência, permitindo respostas rápidas em caso de incidentes ou situações de risco.
O planejamento também prevê atuação integrada com forças de segurança estaduais e municipais, ampliando a capacidade de coordenação das operações em diferentes regiões do país.
Com a aproximação das convenções partidárias e a confirmação oficial das candidaturas, a expectativa é de que o esquema seja ampliado gradualmente para acompanhar o ritmo crescente da campanha eleitoral.




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