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PF ouve investigados em esquema bilionário entre Banco Master e BRB sob mudanças impostas por Toffoli

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

A investigação que apura uma fraude de grandes proporções envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) avançou nesta segunda-feira (26) com a tomada de depoimentos pela Polícia Federal. As oitivas ocorreram diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF), após determinação do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito.


A condução dos trabalhos gerou desconforto entre investigadores. Além de determinar que os depoimentos fossem realizados no STF, Toffoli alterou o cronograma apresentado pela Polícia Federal, reduzindo de cinco para dois dias o prazo para as oitivas. A justificativa foi a limitação de salas e de servidores disponíveis no tribunal. Delegados ouvidos reservadamente consideraram o prazo insuficiente diante da complexidade do caso e do volume de informações a serem analisadas.


Nesta primeira rodada, prestaram depoimento Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB, e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo da Tesouraria do Banco Master. Já as oitivas de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ligado a uma empresa utilizada nas negociações, e do empresário Henrique Souza e Silva Peretto foram adiadas após as defesas alegarem falta de acesso integral aos autos. Outras quatro oitivas estão previstas para esta terça-feira (27).


A Polícia Federal busca esclarecer as circunstâncias que levaram o BRB a negociar a aquisição do Banco Master, operação suspensa após a identificação de irregularidades. Posteriormente, o Banco Central decretou a liquidação do Master, apontando fraudes financeiras. Segundo a investigação, o BRB desembolsou cerca de R$ 12 bilhões na compra de carteiras de crédito que não pertenciam ao banco e não apresentavam garantias. O Banco Central estima um prejuízo mínimo de R$ 3 bilhões.


O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, segue no centro do inquérito. Ele utiliza tornozeleira eletrônica desde que deixou a prisão, em novembro, após 12 dias de detenção preventiva. Em depoimento prestado no fim de 2025, Vorcaro afirmou ter tratado pessoalmente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a venda do banco. O governador negou a versão. Uma nova oitiva chegou a ser agendada, mas foi cancelada após as mudanças no cronograma determinadas pelo relator.


No início de janeiro, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação, com buscas e apreensões. Inicialmente, Dias Toffoli determinou que o material recolhido fosse lacrado e enviado ao STF, mas a decisão foi revista. A Procuradoria-Geral da República passou a conduzir a extração e análise dos dados em conjunto com a PF. Apenas com Daniel Vorcaro, foram apreendidos cinco celulares.


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que o material já está sendo analisado e que as investigações seguem normalmente. “Os peritos tiveram acesso aos dados e a instrução do inquérito segue sem qualquer prejuízo”, declarou.



 
 
 

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