Protesto em Paraty vira retrato do colapso elétrico e do descaso da Enel
- Marcus Modesto
- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Moradores de Paraty fecharam a Avenida Roberto Silveira em protesto contra a falta de energia elétrica. A manifestação, que bloqueou uma das principais vias da cidade, é mais um capítulo do colapso no fornecimento de um serviço básico sob responsabilidade da Enel.
O cenário é de esgotamento. Apagões sucessivos, quedas constantes e longos períodos sem luz deixaram moradores e comerciantes à mercê da própria sorte. Em uma cidade movida pelo turismo, a interrupção da energia paralisa atividades, gera prejuízos imediatos e expõe a fragilidade de um sistema que deveria funcionar com confiabilidade mínima.
O protesto não surgiu do nada. Ele é consequência direta da ausência de respostas, da falta de planejamento e da incapacidade da concessionária de garantir um serviço essencial. Enquanto a população enfrenta geladeiras desligadas, comércios fechados e insegurança, a Enel segue acumulando reclamações e repetindo promessas vazias.
O bloqueio da avenida escancarou uma realidade incômoda: quando o direito básico à energia elétrica falha, o cotidiano entra em colapso. A interdição da via foi o último recurso encontrado por moradores que se sentem ignorados e abandonados.
O que ocorre em Paraty se soma aos protestos registrados em Trindade e reforça um padrão preocupante. Não se trata de um episódio isolado, mas de uma crise recorrente que atinge diferentes comunidades, sempre com o mesmo roteiro: apagão, prejuízo, silêncio e revolta.
A Enel cobra caro, entrega pouco e falha repetidamente. A sucessão de protestos deveria servir de alerta não apenas para a concessionária, mas também para os órgãos fiscalizadores, cuja omissão contribui para a normalização do caos.
Em Paraty, a mensagem foi clara: energia elétrica não é luxo nem favor. É obrigação. E quando essa obrigação não é cumprida, a revolta ocupa as ruas.
Foto reprodução




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