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PSD aciona STJ e eleva tensão política no Rio após prisão de vereador

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A disputa política no estado do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (18), após o PSD, partido do prefeito Eduardo Paes, protocolar uma representação no Superior Tribunal de Justiça contra o governador Cláudio Castro. A ação pede a abertura de investigação por suposto abuso de autoridade e denunciação caluniosa no caso envolvendo a prisão do vereador Salvino Oliveira.


O documento foi apresentado em nome do deputado federal Pedro Paulo, presidente estadual do PSD e aliado direto de Paes. Além da apuração dos fatos, o partido solicita o afastamento cautelar de Castro, o que acirra ainda mais o embate entre os dois grupos políticos que disputam protagonismo no estado.


Na representação, o PSD sustenta que houve uso indevido das estruturas de segurança pública com objetivos políticos, classificando a ação policial como uma tentativa de atingir adversários. O texto também levanta questionamentos sobre a atuação do secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, e do delegado Pedro Cassundé, responsável pela operação.


De acordo com o partido, a investigação que levou à prisão de Salvino não apresentava elementos consistentes que justificassem a medida. Outro ponto levantado é a divulgação de informações antes da conclusão das apurações, o que, na avaliação da sigla, pode configurar abuso de autoridade.


O caso teve início na semana passada, quando o vereador foi detido durante uma operação que apurava possíveis ligações entre agentes públicos e o crime organizado. Dois dias depois, ele foi solto após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu habeas corpus.


Após a operação, Cláudio Castro comentou o episódio nas redes sociais, mencionando a existência de um suposto vínculo entre integrantes da administração municipal e uma facção criminosa — declaração que ampliou a repercussão política do caso.


Em resposta às acusações, o governo estadual afirma que toda a investigação seguiu os trâmites legais, com participação da Polícia Civil, do Ministério Público e do Judiciário. O Executivo também rejeita qualquer motivação política na ação, sustentando que a prisão foi autorizada com base em provas analisadas pela Justiça.


O episódio aprofunda a crise política no estado e indica que o confronto entre aliados de Eduardo Paes e o grupo de Cláudio Castro deve se intensificar nos próximos meses, com reflexos diretos no cenário eleitoral fluminense.



 
 
 

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