Queda nos preços dos alimentos reduz ritmo da inflação e IPCA registra menor índice em meses
- Marcus Modesto
- 11 de jul.
- 2 min de leitura
A inflação oficial do país perdeu força em junho e registrou um dos menores resultados dos últimos meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal fator para a desaceleração foi o recuo nos preços dos alimentos, que apresentaram queda após vários meses de altas consecutivas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que serve de referência para a meta de inflação do país, ficou em 0,16% no mês. O resultado representa uma desaceleração em relação a maio e reforça a tendência de redução observada desde o início do segundo trimestre.
Os alimentos consumidos dentro de casa tiveram papel decisivo para o desempenho do índice. Produtos como café, frutas, carnes, óleo de soja e tomate ficaram mais baratos, contribuindo para aliviar o orçamento das famílias e conter o avanço do custo de vida.
Apesar da redução nos preços da alimentação, alguns segmentos continuaram pressionando a inflação. A energia elétrica foi o principal destaque de alta, influenciada pela manutenção da bandeira tarifária e por reajustes aplicados em diferentes cidades do país. As passagens aéreas também registraram aumento expressivo ao longo do período.
Já os combustíveis apresentaram comportamento favorável ao consumidor. Gasolina, etanol, diesel e gás veicular tiveram redução de preços, ajudando a equilibrar os impactos observados em outros setores da economia.
No acumulado de 12 meses, a inflação continua acima do centro da meta estabelecida pelo governo federal, mas apresentou nova desaceleração em comparação aos resultados anteriores. O cenário é acompanhado de perto pelo Banco Central, responsável por conduzir a política monetária e monitorar o comportamento dos preços no país.
Os números indicam que a inflação segue presente na economia brasileira, porém com menor intensidade do que a observada nos primeiros meses do ano. A expectativa do mercado é que os próximos resultados continuem sendo influenciados pelo comportamento dos alimentos, da energia e dos combustíveis.
Com informações da Agência Brasil.
Foto Arquivo




Comentários