Rio terá primeiro centro de protonterapia do país e ampliará acesso de pacientes do SUS a tratamento de ponta contra o câncer
- Marcus Modesto
- 10 de jul.
- 2 min de leitura
O estado do Rio de Janeiro será a porta de entrada de uma tecnologia inédita no Brasil para o combate ao câncer. Com investimento estimado em cerca de R$ 400 milhões, a futura unidade de protonterapia que será instalada na Barra da Tijuca promete colocar o país entre os poucos do mundo que oferecem esse tipo de tratamento altamente especializado.
A iniciativa recebeu um impulso decisivo após a aprovação de um financiamento de R$ 132,6 milhões pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), recurso que ajudará a viabilizar a construção do complexo, previsto para entrar em operação no início da próxima década.
Denominado Centro de Protonterapia Mário Kroeff, em homenagem ao médico responsável pela criação do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o empreendimento será conduzido pela Fundação Educacional Severino Sombra (FUSVE), ligada à Universidade de Vassouras. O espaço ocupará uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados e terá como um dos principais diferenciais o atendimento a pacientes da rede pública, que representarão a maior parte das vagas disponíveis.
A protonterapia é considerada uma evolução da radioterapia tradicional. Em vez de utilizar raios X, o método emprega prótons para direcionar a radiação diretamente ao tumor, reduzindo a exposição de tecidos saudáveis e diminuindo os riscos de efeitos colaterais. O benefício é especialmente importante em casos pediátricos e em tumores localizados próximos a estruturas sensíveis do organismo.
Além do atendimento clínico, o centro também terá atuação voltada para pesquisa científica, capacitação de profissionais e desenvolvimento tecnológico. A proposta inclui cooperação com instituições brasileiras e estrangeiras, fortalecendo a produção de conhecimento na área oncológica e ampliando a formação de especialistas no país.
O projeto contará ainda com apoio técnico do INCA e utilizará equipamentos fornecidos pela empresa belga IBA (Ion Beam Applications), uma das líderes mundiais no setor. O sistema escolhido para a operação será o Proteus®ONE, plataforma reconhecida internacionalmente pela precisão dos tratamentos e pela possibilidade de atualização tecnológica contínua.
Com a implantação da nova estrutura, o Brasil passará a integrar um seleto grupo de nações que dispõem da protonterapia, tecnologia vista por especialistas como um dos avanços mais importantes da oncologia moderna. A expectativa é que o centro também se torne uma referência para pacientes e pesquisadores de toda a América Latina.
Foto Divulgação




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