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Rombo de R$ 400 milhões expõe barbárie administrativa em Barra Mansa

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Barra Mansa chegou ao limite da irresponsabilidade fiscal. O município acumula um déficit de mais de R$ 400 milhões, e ninguém parece disposto a assumir a conta. Enquanto a cidade afunda em dívidas, documentos continuam sendo assinados em reuniões burocráticas, como a assembleia registrada em 2 de janeiro de 2025, cuja imagem obtida revela a atuação de nomes do alto escalão da administração municipal e de entidades ligadas à gestão pública e financeira.


Os presidentes, conselheiros e diretores executivos envolvidos na ata aparecem com cargos definidos e funções registradas. No papel, tudo está em ordem. Mas a realidade das ruas é outra: hospitais sem médicos, creches abandonadas, buracos por toda parte e servidores públicos com salários atrasados. A pergunta que ecoa, sem resposta, é simples: quem levou Barra Mansa a este colapso?


A ausência de transparência na gestão pública do município é escandalosa. Nenhuma explicação oficial convincente foi dada até agora sobre a origem desse rombo milionário. A população é tratada como mera espectadora de uma tragédia anunciada, enquanto gabinetes continuam refrigerados e cargos, preservados. É como se a falência da cidade fosse um detalhe administrativo — quando, na verdade, representa o sofrimento de milhares de famílias que dependem dos serviços públicos.


O mais preocupante é que, mesmo diante do caos financeiro, os mecanismos de controle parecem anestesiados. O Tribunal de Contas do Estado já apontou irregularidades graves em contratos e licitações da Prefeitura, mas a gestão atual prefere seguir em silêncio, apostando na apatia da opinião pública e na morosidade da Justiça.


Enquanto isso, reuniões se encerram com frases formais como “não havendo mais nada a tratar”. Mas há, sim, muito a tratar: o rombo de R$ 400 milhões exige apuração rigorosa, devolução de recursos desviados e punição exemplar aos responsáveis — sejam eles de gestões passadas ou da atual.


Barra Mansa não pode mais conviver com o descaso, com a política do faz-de-conta e com a impunidade institucionalizada. A população, os servidores e os empresários da cidade merecem respeito. E respeito, neste momento, começa com a verdade.


O Sul Fluminense – Imprensa de Opinião

Porque a cidade tem direito de saber quem quebrou suas finanças.


Foto Marcus Modesto


 
 
 

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