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STF amplia prazo de investigação sobre esquema bilionário envolvendo Banco Master

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que apura o chamado “caso Master”. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que alega a necessidade de aprofundar as investigações diante da complexidade do material reunido.


Segundo o ministro, o novo prazo é essencial para a continuidade das diligências consideradas fundamentais para o esclarecimento dos fatos. A investigação segue em ritmo intenso e envolve um grande volume de provas ainda em análise, incluindo documentos, celulares e computadores apreendidos ao longo das operações.


O caso está ligado à Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras associado ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, o grupo teria estruturado carteiras de crédito fictícias para desviar recursos, causando prejuízos que podem ultrapassar R$ 12 bilhões.


As apurações também indicam possível envolvimento de agentes públicos e integrantes do alto escalão do sistema financeiro. Entre os investigados estão dirigentes da instituição e nomes ligados a outras entidades, o que amplia o alcance e a gravidade do caso.


Deflagrada inicialmente em novembro de 2025, a operação já passou por diferentes fases. Na primeira etapa, foram cumpridos mandados contra executivos do banco. Em janeiro deste ano, o foco se voltou para o rastreamento de recursos e recuperação de ativos, com bloqueios bilionários e apreensão de bens de alto valor.


Na fase mais recente, realizada em março, a Polícia Federal identificou indícios de uma estrutura paralela de influência e intimidação. O grupo, apelidado de “A Turma”, teria atuado na tentativa de monitorar adversários e interferir em órgãos reguladores, incluindo o Banco Central do Brasil.


As investigações também apontam suspeitas de cooptação de servidores públicos, que teriam atuado para facilitar processos internos em troca de vantagens indevidas. Diante das novas evidências, Vorcaro voltou a ser preso, e a Justiça determinou o bloqueio de valores ainda mais elevados, chegando à casa dos R$ 22 bilhões.


Com a prorrogação do inquérito, a expectativa é de que novas revelações surjam nas próximas semanas, aprofundando um dos maiores escândalos financeiros recentes do país e ampliando a responsabilização dos envolvidos.



 
 
 

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