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Tempestade solar severa acende alerta global, mas não será visível no Brasil

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Uma forte atividade solar registrada nesta segunda-feira (19) mobilizou centros internacionais de monitoramento espacial e colocou autoridades em estado de atenção. O evento foi causado por uma intensa ejeção de massa coronal (EMC) lançada pelo Sol, capaz de provocar perturbações significativas no campo magnético da Terra.


O Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), classificou o fenômeno como uma tempestade geomagnética de nível 4, patamar considerado severo em uma escala que chega ao nível máximo 5.


Segundo especialistas, trata-se da tempestade solar mais intensa observada nos últimos 20 anos. Caso a interação com a magnetosfera terrestre alcance níveis elevados, o espetáculo da aurora boreal pode ultrapassar os limites habituais das regiões polares e ser visto em áreas mais ao sul da América do Norte, além de partes da Europa e da Ásia.


Modelos divulgados pelo SWPC mostram a expansão do chamado “oval auroral”, faixa onde as auroras costumam ocorrer. Em situações de maior intensidade, essa área se amplia significativamente, aumentando a chance de observação em latitudes menos comuns, o que é representado em tons avermelhados nos mapas de previsão.


Além do impacto visual, o fenômeno traz implicações práticas. Tempestades geomagnéticas severas podem afetar comunicações de rádio em altas frequências, sistemas de navegação por satélite, como GPS e GNSS, e até provocar instabilidades em redes de transmissão de energia elétrica, em razão das correntes elétricas induzidas no solo.


A aurora boreal surge quando partículas energéticas emitidas pelo Sol atingem a alta atmosfera terrestre e colidem com gases como oxigênio e nitrogênio. Essas interações liberam energia luminosa, criando os conhecidos efeitos coloridos no céu, com predominância de tons verdes, vermelhos e violetas.


Apesar da força do evento, o fenômeno não poderá ser observado no Brasil. Localizado em baixas latitudes e distante das regiões polares, o país permanece fora da zona de visibilidade das auroras, mesmo em episódios extremos de atividade solar.



 
 
 

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