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Trump afirma que isenção tarifária a eletrônicos chineses é temporária e promete novas cobranças

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 13 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (13) que a isenção concedida a produtos eletrônicos chineses — como smartphones, laptops e outros dispositivos — é apenas temporária. Segundo ele, os itens foram transferidos para uma nova categoria tarifária e deverão ser tributados de forma diferente em breve.


Na última sexta-feira, o governo dos EUA anunciou a exclusão desses produtos das chamadas “tarifas recíprocas”, que previam alíquota de até 145% sobre itens de origem chinesa. A decisão beneficiou diretamente grandes empresas de tecnologia como Apple, Nvidia e Dell, que têm forte dependência da produção asiática, especialmente na China.


“Esses produtos [chineses] estão sujeitos às tarifas de 20% sobre o fentanil existentes e estão apenas mudando para um ‘balde’ tarifário diferente. A mídia falsa sabe disso, mas se recusa a relatar”, declarou Trump por meio de uma rede social.


O presidente também reforçou a defesa da produção doméstica, afirmando que o episódio evidencia a necessidade de fortalecer a indústria nacional. “Precisamos fabricar produtos nos Estados Unidos e não seremos reféns de países estrangeiros, especialmente nações comerciais hostis como a China”, disse.


Apesar do alívio momentâneo, o governo americano deixou claro que novas medidas tarifárias estão a caminho. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, explicou que os produtos agora isentos das tarifas recíprocas deverão ser incluídos em um novo pacote voltado a semicondutores. “Essa transição deve acontecer em um ou dois meses”, afirmou.


Para o mercado e os consumidores, a medida foi recebida como um respiro, já que eletrônicos representam uma parcela significativa das importações dos EUA. Apenas em 2024, o país importou US$ 41,7 bilhões em smartphones e US$ 33,1 bilhões em laptops fabricados na China, segundo dados do US Census Bureau.


A China reagiu com cautela à decisão, chamando a exclusão de um “pequeno passo”. Em nota, o Ministério do Comércio chinês pediu que Washington “corrija seus erros” e elimine por completo o regime de tarifas recíprocas, considerado injusto por Pequim.


Enquanto isso, empresas como a Apple aceleram seus planos de diversificação da cadeia produtiva. A companhia tem aumentado os embarques a partir da Índia e, para atender à demanda dos EUA, chegou a fretar aviões para transportar 1,5 milhão de iPhones, evitando assim a incidência das tarifas mais pesadas sobre produtos chineses.



 
 
 

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