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Volta Redonda aposta em patrulha pioneira para enfrentar a intolerância religiosa

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Criada em fevereiro do ano passado, a Patrulha de Garantias Fundamentais tem colocado Volta Redonda em evidência no debate sobre liberdade religiosa e segurança cidadã. Idealizada pelo secretário municipal de Ordem Pública, coronel Henrique, a iniciativa atua de forma preventiva contra o preconceito e a discriminação, reforçando o direito constitucional à liberdade de crença e de culto.


O trabalho ganha ainda mais peso no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, lembrado em 21 de janeiro, especialmente diante dos números do Disque 100. Dados do serviço ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam um aumento de 450% nas denúncias de intolerância religiosa no município entre 2023 e 2024.


Diante desse cenário, a patrulha especializada, formada por dois guardas municipais capacitados, passou a atuar de maneira próxima da comunidade. As ações incluem visitas regulares a igrejas, templos, centros espíritas e terreiros, criando canais de diálogo com lideranças religiosas e ampliando a sensação de segurança nesses espaços.


Segundo o coronel Henrique, a patrulha se fundamenta no artigo 5º da Constituição Federal, que garante igualdade de direitos e a liberdade de crença. Para ele, o serviço representa um avanço na forma de pensar a segurança pública. “Criamos uma patrulha com foco na prevenção, no respeito e na proteção dos direitos fundamentais. O objetivo é evitar conflitos, combater a discriminação e assegurar que todos possam exercer sua fé livremente”, destacou.


A atuação tem sido bem recebida por representantes de diferentes religiões, o que reforça o caráter inovador da iniciativa. O modelo adotado em Volta Redonda já desperta interesse de outros municípios, que enxergam na patrulha um exemplo de política pública voltada à convivência pacífica e ao respeito à diversidade.


Para o secretário, a proposta vai além do patrulhamento tradicional. “Estamos falando de segurança de proximidade, com agentes preparados para lidar com temas sensíveis e integrados à realidade local. A intenção é estar presentes, ouvir a população e construir um ambiente de paz, onde o direito de todos seja preservado”, concluiu.



 
 
 

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