Ataque a capivara expõe suspeita de crimes transmitidos pela internet
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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Um ato de crueldade extrema chocou moradores da Ilha do Governador na madrugada deste sábado (21). Uma capivara foi brutalmente espancada por um grupo de homens na região do Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara. O caso, que já seria revoltante por si só, ganhou contornos ainda mais graves: a Polícia Civil investiga a possível ligação dos agressores com uma quadrilha que pratica e transmite violência contra animais pela internet.
Seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos após o ataque, realizado com pedaços de madeira. O animal sofreu traumatismo craniano e segue em estado grave no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS).
À frente das investigações, o delegado Felipe Santoro afirmou que há indícios de reincidência envolvendo um dos suspeitos, o que levanta a hipótese de uma atuação organizada. A polícia agora apura se o grupo integra uma rede criminosa que utiliza a violência contra animais como conteúdo para transmissão online — uma prática tão perversa quanto lucrativa em ambientes clandestinos da internet.
As imagens do crime são perturbadoras. A capivara aparece caminhando pela rua durante a madrugada, quando é surpreendida e cercada. Mesmo tentando fugir, o animal é alcançado e agredido repetidamente até cair, sem chance de defesa. Após o ataque, os criminosos deixam o local como se nada tivesse acontecido.
A repercussão foi imediata. Testemunhas procuraram a delegacia, indignadas com a brutalidade. Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima repudiou o episódio e cobrou punição rigorosa aos envolvidos.
Os adultos responderão por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes vão responder por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.
O caso escancara não apenas a violência contra um animal indefeso, mas a possível existência de uma engrenagem criminosa que transforma sofrimento em espetáculo. Um retrato perturbador de até onde pode chegar a banalização da crueldade.




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