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Memória em campo: exposição celebra os 50 anos do Voltaço e sua identidade popular

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 10 minutos
  • 2 min de leitura

A história do Volta Redonda Futebol Clube ganhou novos contornos nesta sexta-feira (20), com a abertura de uma exposição que resgata não apenas a trajetória do clube, mas também a relação afetiva construída com a cidade ao longo de cinco décadas.


Realizada na Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, a mostra “Volta Redonda Futebol Clube: a construção de um sonho popular” reúne cerca de 40 itens entre fotografias, documentos e registros históricos. A iniciativa da Prefeitura de Volta Redonda, com organização da Secretaria Municipal de Cultura, integra as comemorações pelos 50 anos do clube, fundado em 9 de fevereiro de 1976.


O acervo exposto pertence à família de Nelson dos Santos Gonçalves, figura central na criação do Voltaço. Parte desse material foi cedida por seu filho, Nelson Gonçalves, que destacou a coincidência simbólica entre datas marcantes: o centenário de nascimento do pai e os 50 anos do clube, fundado durante sua gestão.


A origem do time remonta a um momento decisivo para o futebol fluminense. Após a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, em 1975, houve também a unificação das federações esportivas. A então Confederação Brasileira de Desportos incentivou a participação de clubes do interior no Campeonato Carioca. Foi nesse cenário que nasceu o Volta Redonda, com estádio improvisado e elenco montado às pressas — e que logo surpreendeu ao vencer o Botafogo na estreia.


Desde então, o clube construiu uma trajetória de afirmação. Entre os momentos mais emblemáticos estão a conquista da Taça Guanabara de 2005 e os títulos nacionais das Séries D e C, consolidando o Voltaço como uma força do interior no cenário brasileiro .


Mais do que relembrar conquistas, a exposição propõe um olhar sobre a identidade de Volta Redonda. Segundo o secretário municipal de Cultura, o espaço busca preservar memórias que ajudam a contar a própria história da cidade — que deixou de ser apenas a “Cidade do Aço” para também se reconhecer como a casa do Voltaço.


A abertura contou com a presença de estudantes e torcedores, entre eles personagens que acompanham o clube desde sua fundação. Um exemplo é Flávio Braga, o “Fubá do Voltaço”, que há 50 anos segue o time pelo país, simbolizando a força da torcida na construção dessa história.


A mostra segue aberta ao público até o dia 20 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada gratuita. Mais do que uma exposição, o evento funciona como um convite à memória — e também ao futuro de uma paixão que atravessa gerações.

Foto Adriana Cópio


 
 
 

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