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Falta de água ainda afeta milhares de alunos em escolas públicas no Brasil

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 26 minutos
  • 2 min de leitura

Apesar de avanços recentes, o acesso à água potável ainda está longe de ser uma realidade universal nas escolas públicas brasileiras. Dados do Censo Escolar, divulgados em fevereiro, mostram que o número de unidades sem abastecimento caiu pela metade entre 2024 e 2025. Ainda assim, 1.203 escolas seguem sem acesso à água, afetando cerca de 75 mil estudantes.


Às vésperas do Dia Mundial da Água, o UNICEF reforça a necessidade de apoio institucional para enfrentar o problema. A entidade alerta que a falta de água compromete diretamente a higiene, a saúde dos alunos, a qualidade da merenda escolar e até a dignidade menstrual — fatores essenciais para o aprendizado.


A situação é ainda mais crítica nas áreas rurais, que concentram 96% das escolas afetadas. Segundo Rodrigo Resende, o cenário reflete um problema histórico, ligado às dificuldades de implementação de políticas públicas em regiões como a Amazônia e o Semiárido.


Para reverter esse quadro, o especialista defende uma atuação conjunta entre governos e instituições, com mais investimentos e capacitação técnica nos municípios. Ele também destaca a importância da participação das comunidades locais e da adoção de soluções adaptadas a cada realidade, incluindo o uso de energia renovável.


Mesmo com a melhora registrada no último ano — quando mais de 100 mil estudantes passaram a ter acesso à água —, persistem desigualdades significativas. A maioria dos alunos prejudicados é negra, e há também presença expressiva de crianças e adolescentes indígenas nas escolas sem abastecimento.


O impacto recai de forma ainda mais intensa sobre meninas e mulheres. A falta de infraestrutura adequada durante o período menstrual pode levar à evasão temporária das aulas, prejudicando o desempenho escolar e aumentando a exposição a situações de risco.


Além disso, o desabastecimento compromete não apenas o consumo de água e a higiene, mas também a preparação da merenda escolar — três pilares considerados fundamentais para o bem-estar de crianças e adolescentes.


Nos últimos anos, o UNICEF tem apoiado iniciativas como a instalação de sistemas de abastecimento movidos a energia solar no Amazonas e a ampliação de estruturas em áreas indígenas, como o território Yanomami, em Roraima. Ainda assim, a organização reforça que o fortalecimento de políticas públicas continua sendo o principal caminho para garantir o acesso universal à água nas escolas.

Com informações Agência Brasil

Foto Tânia Rego


 
 
 

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