Lei Seca avança no Rio, mas proposta em Barra Mansa segue na contramão da segurança
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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A Operação Lei Seca completa 17 anos consolidada como uma das mais importantes políticas públicas de segurança viária no estado do Rio de Janeiro. Com თითქმის 5 milhões de motoristas abordados desde 2009, a iniciativa não apenas intensificou a fiscalização, como também ajudou a transformar o comportamento da população ao volante.
Sob a gestão do governador Cláudio Castro, os investimentos cresceram mais de 200% entre 2021 e 2025, permitindo a ampliação das ações com uso de drones, novos etilômetros e reforço nas equipes de educação e fiscalização. Os resultados são expressivos: ao longo desse período, houve redução de cerca de 40% no número de feridos em acidentes de trânsito, além de queda superior a 20% nas mortes.
Mais de 360 mil motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool nesses anos, evidenciando o papel decisivo da operação em retirar das ruas condutores que representam risco à sociedade. A presença constante das blitzes passou a integrar a rotina das cidades fluminenses, consolidando a mensagem de que beber e dirigir não é apenas uma infração — é uma ameaça à vida.
No entanto, enquanto o estado avança no combate à imprudência, uma proposta em Barra Mansa chama atenção por seguir na direção oposta. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Sandro, articula o fim da chamada “Lei Seca” no bairro Ano Bom — medida que contraria o espírito da legislação e os esforços de conscientização construídos ao longo de quase duas décadas.
A iniciativa gera preocupação, sobretudo diante dos dados que comprovam a eficácia das políticas restritivas ao consumo de álcool associado à direção. Em um cenário onde vidas vêm sendo preservadas graças à fiscalização rigorosa e à educação no trânsito, flexibilizar regras pode representar um retrocesso perigoso.
O contraste é evidente: de um lado, um programa consolidado que salva vidas e reduz acidentes; do outro, uma proposta local que ignora evidências e coloca em risco avanços já conquistados. Em tempos em que segurança no trânsito deve ser prioridade, decisões desse tipo levantam um alerta sobre responsabilidade pública e compromisso com a vida.
Foto Divulgação




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